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Diário do Ano C-19

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14
Jun20

Centros comerciais sem problemas, festas populares sob suspeita

João Miguel Almeida

O dia em que muitos lisboetas procuram recuperar da ressaca da festa de S. António que lhes foi negada por causa da covid-19 é a véspera da abertura dos centros comerciais em Lisboa.

Sobre as razões das restrições aos festejos dos santos populares e o clima depressivo que causou já foram publicados alguns textos (ver aqui).

Causa-me alguma perplexidade o contraste entre temor e ao rigor com que foram tratadas as festas dos santos populares e a descontração relativa à abertura de centros comerciais em toda a parte, mas especialmente na capital.

As festas populares acontecem uma vez por ano e a maior parte das pessoas festejam ao ar livre. Os centros comerciais estão abertos todos os dias, são espaços fechados e os ares condicionados são bons propagadores de vírus. Acresce que algumas pessoas já costumavam «passar férias» nos centros comerciais e num contexto de lay-off e de desemprego esse número pode aumentar.

Até agora a gestão pelo governo do confinamento e do desconfinamento pelo governo, nas suas linhas gerais, tem seguido recomendações científicas e o bom senso. Mas neste caso não percebo por que é que não houve uma atitude mais descontraída em relação às festas dos santos populares e por que é que a abertura dos centros comerciais não é mais cautelosa.

Os santos nos ajudem – a ter bom senso.

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