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Diário do Ano C-19

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12
Jan21

Duas almofadas para o confinamento

João Miguel Almeida

Na segunda-feira desta semana fui ao Ikea e comprei duas almofadas, entre outros apetrechos a usar na guerra contra a covid-19. Já estão no sofá da sala. O Ikea estava bastante povoado, de pessoas silenciosas e mascaradas. Não me pareceram especialmente ansiosas.

O que tenho ouvido confirma a minha ideia de que a maior parte dos portugueses, ou, pelo menos, dos lisboetas e vizinhos, encara o segundo confinamento com resignação. Todo o espaço para o negacionismo e para as teorias da conspiração que havia durante o primeiro confinamento encolheu brutalmente. O confinamento não cura ninguém, mas impede o vírus de se espalhar, ou atrasa-o, e impede o sistema nacional de saúde de entrar em rutura. Alguns doentes escaparão à morte porque os médicos não tiveram de tomar a trágica decisão de dar os seus ventiladores a outros doentes.

Apesar dos números ameaçadores, seria pior entrarmos no segundo confinamento sem sabermos que alguns grupos de risco já estão a ser vacinados; ou sem sabermos que a União Europeia se comportaria melhor perante a crise da covid-19 do que se comportou durante a crise das dívidas soberanas.

A resignação só não existe em relação ao encerramento das escolas. Ter filhos em idade escolar em casa vai afetar negativamente o ensino, o trabalho e a saúde mental de muitas famílias. Esperemos que o governo não ouça só os especialistas em saúde, mas tenha também em conta os especialistas em educação, nas questões laborais, em psicologia social.

 

 

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